3 de outubro de 2011

Blanc, rouge et noir

       É no Oriente que circunscrevemos os molhos em sua origem: ervas em infusão de água ou vinho devem ser interpretadas, neste sentido, com a finalidade de conservar os alimentos. Admitindo que ultrapassamos “a origem”, cuidamos para que os molhos prolonguem o sabor das receitas, valorizando-as, e às vezes os tornamos inteiramente o elemento determinante das receitas. Se há um sentido contemporâneo, o sentido é este.
    Se decidirmos reduzi-los a uma generalidade, podemos usar a sua cor de base como o chef Vicente Abreu que os divide em branco, vermelho e escuro. O branco é o atributo dos molhos velouté e béchamel. Vermelho acontece com o sugo de tomates. Escuro distingue o molho espanhol e o demi-glace, enquanto redução do espanhol, ao qual incorporamos vinho Madeira ou do Porto. Seja como for, pelo fato de ser como é, estes molhos são as preparações básicas da maioria de receitas derivadas. É genealogia.
    Segue-se que se você quiser ter a experiência de “criar” molhos, lembre-se de que essas coberturas pedem cocção em calor moderado, e para o seu reaquecimento, o uso do banho-maria. E, é com sentido dizer, que a sua cor há de permitir-lhe identidades e diferenças, umas texturas, levando-o mais perto de percepções como na pintura...
 RECEITAS | MOLHO DE ACEROLA E PASSAS
Um velouté na base
70g de manteiga
70g de farinha de trigo
1l de caldo claro de carne
500ml de purê de acerola
100ml de suco de laranja
150g de açúcar
150g de uvas passas claras sem sementes

Aquecer a manteiga em fogo baixo. Adicionar a farinha, mexendo bem, até obter um roux claro. Incorporar o caldo claro de carne. Levantar o fogo e levar à ebulição. Diminuir o calor, acrescentando os outros ingredientes. Cozinhar, escumando e mexendo sempre, até engrossar. Servir quente sobre assados de carne ou ave.
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BEM CUCA Otutubro 2011

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